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TRISTEZA...
Infelizmente aconteceu o que só interessa ao governo: o confronto entre os integrantes da Polícia Civil e os da Polícia Militar. Aconteceu nos arredores do Palácio dos Bandeirantes uma verdadeira Guerra Campal, sob uma absurda alegação de que ali é Área de Segurança. O que ocorreu no Morumbi foi algo condenável, vergonhoso e totalmente irresponsável para o Estado de São Paulo, com feridos de ambas as partes.
SÓ O GOVERNADOR SERRA GANHOU. TODOS NÓS PERDEMOS!!!
Finalmente o Governador José Serra do PSDB, Comandante Supremo da Polícia Paulista, conseguiu seu grande intento, tornar inimigas a Polícia Militar e a Polícia Civil de São Paulo. Por não resolver como deveria, ou seja, através do diálogo, a questão salarial das duas Polícias (classificado entre os piores salários das Polícias do Brasil no Estado mais rico da União), criou uma situação caótica dentro das Corporações e, muito mais, conseguiu disseminar a inimizade e o ódio entre os integrantes das duas Forças. Se o relacionamento entre elas já não era fácil, agora tornar-se-á insustentável do ponto de vista da cooperação e interação operacional.
SERRA SUPEROU COM MÉRITOS MÁRIO COVAS!!!
Nunca é tarde para lembrar que Serra conseguiu superar com méritos o grande inimigo da Polícia Paulista, Mário Covas, o homem que ousou apresentar projeto de Lei que praticamente extinguia com a Polícia Militar de São Paulo. Caros companheiros das Polícias de São Paulo, não se deixem enganar, não se deixem levar pelo ódio provocado pelo Governo do Estado, é justamente o que quer o Governador José Serra. Tudo não passa de uma ação muito bem planejada, urdida nos porões do Palácio dos Bandeirantes visando desmoralizar e desunir as Forças Policiais do Estado de São Paulo para, mais uma vez, como é filosofia de Governo do PSDB, privatizar os serviços de segurança em território Paulista. Venho alertando para essa situação há muito tempo neste espaço. É só esperar. Chegará o dia em que só quem puder pagar é que terá uma Segurança aceitável, copiando a Saúde e a Educação.
ENTENDA A GREVE NA POLÍCIA.
A greve da Polícia Civil, que já dura um mês, foi provocada pelos aviltantes salários pagos aos integrantes da Polícia Paulista pelo Governo do Estado mais rico da União. As negociações salariais iniciaram-se em fevereiro de 2008 e os sindicatos da categoria tentam, desde então, entrar em contato com o governador José Serra. Serra não quer recebê-los e justifica que não tem dinheiro. Porém, o governo tem uma folga de mais de R$ 5 bilhões no Orçamento, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e não investe no funcionário público. Com o todo o funcionalismo são gastos 39,48% de R$ 74 bilhões anuais, quando poderia gastar, no mínimo até o limite de 46,55%. Diante da intransigência do Governador José Serra, a Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou greve no último dia 16 de setembro. A classe reivindica 15% de aumento, retroativo a março, mais 12% em 2009 e outros 12% em 2010, além da incorporação progressiva do adicional de local de exercício até 2010. Incorporação essa a ser paga em
até cinco parcelas, sendo a última parcela em julho de 2010. Embora o Supremo Tribunal Federal reconheça a legitimidade da greve, até esse momento o Governo do Estado de São Paulo se mostra omisso quanto ao processo de negociação com prejuízo para a sociedade Paulista.
A POLÍCIA CIVIL TEM O APOIO DA POLÍCIA MILITAR NA GREVE.
Os Policiais Civis recebem sim o apoio da categoria dos Policiais Militares do Estado, os quais só não aderiram integralmente à greve em decorrência de proibição constitucional que impede aos militares a sindicalização e a greve. Greve na Polícia Militar é sinônimo de Crime Militar (Motim e Revolta) sendo passível de penas altíssimas e demissão praticamente sumária. Entre os manifestantes estavam presentes integrantes da Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados da Polícia Militar do Estado de São Paulo, além de inúmeras mulheres de Policiais Militares integrantes da Associação das Esposas dos Policiais Civis e Militares do Estado de São Paulo. Aí a explicação para a não participação efetiva da Polícia Militar na greve.
O COMANDO DA PM ARRISCOU.
O comando da Polícia Militar arriscou a hierarquia e a disciplina da corporação e por sorte, por pura sorte e contando com o medo da tropa em ver-se punida criminalmente cumpriram-se as ordens transmitidas. Não é de se esquecer que os PMs também estão com salários defasados. E se resolvessem não cumprir a ordem de conter os grevistas e ali mesmo aderissem à greve? A quem recorrer para restaurar a ordem publica? Será que o Governador e sua trupe de bajuladores esperavam um banho de sangue? Será que Serra tem a exata dimensão do risco que corre o Povo Paulista? Será que ele pensa que os Policiais não sabem que se gasta muito mais com um preso do que com o salário de um digno Policial? Será que ele sabe o que significam duas Forças Policiais enfurecidas e sem comando?
OPINIÃO.
O Governador José Serra afirma que as Polícias estão unidas e do seu lado. Obviamente ele se refere àqueles a quem nomeou para cargos de confiança, aos seus assessores diretos e não à totalidade da Polícia Militar e da Polícia Civil de São Paulo. Os valorosos homens que compõem a Polícia Militar e a Polícia Civil de São Paulo são milhares e sentem é vergonha de ter um Governador autoritário, arrogante, prepotente e despreparado, como é o Sr. José Serra, decidindo os caminhos do Povo Paulista. As Polícias merecem respeito. Não merecem estar nas ruas mendigando melhores salários e melhores condições de trabalho. As Polícias são bem maiores que essa meia dúzia de bajuladores e apadrinhados que, por apego aos seus cargos e gratificações, vendem suas corporações e se entregam de corpo a alma, por dinheiro e status, a esse Governo que não respeita e não valoriza o funcionalismo público. A Polícia é bem maior que o Governador José Serra. A Polícia é do Povo e o Povo é soberano. O Governador
Serra deve compreender que não tem o direito de destruir duas corporações centenárias que lutam pelo Povo Paulista.
O Governador não é o Dono do Mundo, não é o Dono do Estado de São Paulo, daqui a pouco vai embora. Tenha responsabilidade Sr. Governandor, e não deixe para o Povo Paulista essa herança maldita de uma Polícia em frangalhos e desestruturada. Saímos perdendo todos.
É lamentável.
ELEVADOR.
DESCE – governador josé serra. Ganhou as eleições com a promessa de que iria melhorar os salários do funcionalismo público, e, ao contrário, fez foi trair o funcionalismo. Agora, diante da greve na Polícia Paulista, que já dura mais de 30 dias, diante de um movimento que é legítimo e democrático, tenta tirar o corpo fora e politizar a questão envolvendo o PT e o PDT. Pura falta de argumento para justificar o injustificável.
VESTINDO A CARAPUÇA – "Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se".
Fonte: site jornaldoguaruja.com.br
20/OUT - O PROTESTO DO EX-COMANDANTE-GERAL
Senhores Oficiais
Dirijo-me aos senhores, mesmo indo de encontro ao que parece ser a opinião da maioria, mas com a autoridade moral de quem, dentre outras atitudes, enfrentou ostensivamente, nos gabinetes e publicamente, como comandante- geral, um secretário de segurança ( José Afonso) e um governador (Covas) do PSDB, nefastos à nossa Polícia Militar;
- que levou, como presidente da Assembléia Permanente dos Oficiais, a um outro secretário de segurança do PSDB (Petreluzzi), a notícia de que ele havia sido declarado persona non grata pela referida assembléia (decisão que ainda não foi revogada);
- que estimulou a mobilização dos Oficiais contra o atual governo através da Carta aos Coronéis e redigiu o manifesto de apoio à greve da Polícia Civil, em nome da AOPM.
Jamais me omiti na luta em defesa da honra e da dignidade do oficialato, motivo pelo qual não posso me calar agora em relação ao tapa na cara e outras agressões físicas recebidos por um nosso tenente durante ato de serviço, na defesa da legalidade e, mais do que isso, não posso me calar diante da falta de atitude dos integrantes do Grupo Barro Branco em face dessa ofensa. Eu também recebi um tapa na cara naquele momento. Um tapa na cara emblemático de todas as agressões que nossa tropa legalista sofreu, desde o ferimento à bala de nosso Coronel, ao ataque aos nossos soldados em formação e ao arremesso de viaturas dos policiais civis contra nosso pessoal. Não estávamos defendendo o governador: estávamos defendendo a legalidade. Em relação à luta por melhores salários, podemos e devemos assumir posição contra o governo. Mas policial militar em serviço representa a legalidade, que devemos defender com honra e dignidade. Ainda vai doer por um bom tempo esse tapa na cara.
Desculpe-me a maioria (quase unanimidade, ao que parece) que entende de outra forma, mas há alguns valores morais que estão acima de tudo.
Carlos Alberto de Camargo, Coronel da Polícia Militar com muito orgulho.
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